janeiro 10, 2007

The OC Chega ao Fim...

The OC Morreu Junto com Marissa.
Com a Morte de Marissa no Fim da 3ª tempora, os produtores se perguntaram qual o rumo que a série ira tomar.
Vejam agora como sera o fim de uma das séries mais famosas dos Eua, mesmo com apenas 4 temporadas

Faltando apenas 7 episódios para o final de The OC (sim, a série foi mesmo cancelada), o produtor Josh Schwartz resolveu entregar muita coisa que vai acontecer até lá: "Haverá uma gravidez. Haverá um inesperado triângulo amoroso. Haverá novos animais que precisarão ser salvos. Haverá sonhos alucinatórios. Haverá um briga pelo amor de uma certa mulher. E haverá algumas surpresas para a família Cohen e algumas decisões importantes que precisarão ser tomadas. O final trará um desfecho para esses personagens. Será o final que nós sempre planejamos fazer".


Já sabemos também que Che vai levar Seth para uma espécie de acapmpamento espiritual e acabarão presos; Julie e Kaitlin irão brigar muito; o ex-marido francês de Taylor vai aparecer e conturbar a relação dela com Ryan e Summer vai a um vidente que diz que ela e Seth não foram feitos um para o outro. Existe também a informação de que a relação de Sandy e Kirsten poderá ficar por um fio.Mas, o mais interessante é que, segundo o site SpoilerFix, no episódio 13 haverá um flashback e veremos alguns personagens mais novos, no ano de 1998. Relembrarão a história do poema que Summer leu em sala e parece que não foi ela quem realmente o escreveu (será que foi a Anna Stern?). Além disso, o episódio trará a possibilidade do retorno dos personagens Luke e Marissa novamente na série (porém ambos com 10 anos e interpretados por diferentes atores). O final de The OC será exibido no dia 22 de Fevereiro na FOX americana e algumas semanas depois na Warner Channel aqui no Brasil.


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janeiro 06, 2007

Não Deixem o Cine Nazaré Morrer!!!

Os cinemas Nazaré 1 e 2 entraram o ano de 2007 de portas fechadas. Se é definitivo ou não, ainda não se sabe.
Na nota oficial, o grupo responsável pelo aluguel do espaço (Grupo Severiano Ribeiro), afirma que o cinema passara por reformas que podem durar até 12 meses.
O Cine Nazaré ou Cinemas 1 e 2 como é conhecido popularmente, é um dos pioneiros em Belém.
Lembro-me que a minha primeira sessão de cinema lá (assisti a Lua de Cristal).
Meu maior sonho era um dia ver um filme meu passando naquele cinema, que para mim era um dos melhores de Belém, com cadeias vermelhas um clima bem clássico, essa era a verdadeira graça de ir ao cinema.
Agora o povo paraense vai ter que se acostumar com as salas de cinema totalmente artificiais do Moviecom.
Especula-se também que o mesmo destino terão os cinemas 1, 2 e 3, localizados na rua São Pedro e atualmente arrendados para o Moviecom, que promete abrir salas de exibição dentro do shopping Iguatemi.
O Futuro do cinema em Belém é incerto, as salas antigas já não oferecem conforto, porem as salas novas, não oferecem a magia e que as salas do Cine Nazaré, Cine Olímpia e Cine Arte, nos proporcionam.
E com o decorrer disso tudo tenho apenas um pedido a fazer para a população, assim como conseguimos com o Cine Olímpia, não vamos deixar o Cine Nazaré Morrer...
Só assim posso realizar o meu sonho.
Dan Moura.





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janeiro 03, 2007

Bond, James Bond...

A marca maior da série 007 é a frivolidade. É o desapego com que vilões há quarenta anos se diferenciam apenas pela forma como morrem. É a maneira como surgem os patrocinadores, em primeiro plano, na tela de um celular, no capô de um carro. Frivolidade é sabermos há mais de vinte filmes a maneira como James Bond pede seu martini, mas não sabermos qual o seu maior medo ou a sua maior ambição.
O personagem se construiu em cima de trejeitos. Construiu-se no humor de Roger Moore, na rigidez de Timothy Dalton, no charme de Pierce Brosnan, na ironia de Sean Connery. Faz todo o sentido chamar 007 - Cassino Royale (Casino Royale, 2006), portanto, de uma reinvenção. O vigésimo-primeiro longa-metragem da franquia apresenta Daniel Craig no papel. Por que reinvenção? Porque 007 não suga características de Craig como fez com seus cinco antecessores. É o ator que se transforma no personagem.
Pode parecer estranho falar em transformação - sempre é papel do ator, afinal, incorporar seus personagens. Mas que Bond é esse que se oferecia a Craig, além de autor de meia-dúzia de frases prontas? O que definia o espião inglês eram os cenários paradisíacos, as tralhas tecnológicas, a megalomania de seus inimigos e a beleza de suas amantes. O que há de profundamente característico do personagem dentro dessa grossa casca de adornos?
Cassino Royale se dispõe a procurar essa essência e, no caminho, elimina uma porção de frivolidades - a partir de um roteiro que conta os primeiros dias do agente no MI-6, agência secreta britânica. Na trama, Bond é o sétimo espião promovido ao status de "00", licença para matar. E tem como missão derrotar, em campos de batalha que incluem uma mesa de pôquer, Le Chiffre (Mads Mikkelsen), o financiador de uma célula terrorista.
Ego demais
Logicamente, há muita ação no filme, do tipo vertiginosa, brigas a metros de altura, pega-pega em pista de avião, prédios desabando, etc. Não se esperava outra coisa do diretor Martin Campbell (007 contra Goldeneye). A surpresa é descobrir que ele sabe dirigir também as cenas de dramaturgia. E há pelo menos cinco delas que são definidoras.
São poucas cenas, mas que bastam para desenhar a psicologia do personagem e a relação que ele mantém com os demais, em especial com a sua parceira de missão, Vesper Lynd (Eva Green). A primeira é a morte do guerrilheiro africano interpretado por Isaach De Bankolé. A esta altura do filme, Bond já havia deixado um rastro de corpos para trás, mas este é seu primeiro assassinato, em auto-defesa, na frente de Vesper. A câmera acompanha não só ato, mas também o contraplano, o rosto dela diante da morte. A bela Bond-girl já havia trocado com o herói uma série de flertes, confidências até, mas só naquele momento ela compreende a essência do "00". Da mesma forma, percebe-se no olhar de Craig que matar, ainda que pareça, não é a coisa mais natural do mundo.
Quem já assistiu a Nem tudo é o que parece sabe a cara que Craig faz: rosto inchado, vermelho, olhar perdido, veias saltadas. É um semblante de desespero velado, como assistir ao próprio processo de corrompimento. A sequência seguinte, que mostra Bond lavando os sangues das mãos diante do espelho, deve entrar para a antologia da série. São alguns segundos em que passa pela cabeça de um homem toda a sua vida, todo o caminho que ele fez para chegar até ali e todo o vislumbre do futuro próximo. Profundidade assim (no que um filme de ação permite-se ser profundo) poucas vezes se viu nos vinte filmes anteriores.
Repete-se o tempo inteiro nos bons diálogos escritos por Paul Haggis (Crash - No Limite): o novato Bond tem ego demais e isso não é bom para a profissão. Ego não é sinônimo só de vaidade aqui, mas de personalidade e, principalmente, de falibilidade. E o que assistimos aos poucos em Cassino Royale é a supressão, na marra, do ego do herói.
James Bond já se permitiu "ter ego", uma vez, em 1969. Em 007 a Serviço de Sua Majestade, um dos exemplares mais atípicos da série, ele se casou com Tracy Draco (Diana Rigg), filha de um gângster. A moça morre no final - e compreende-se, a partir daí, que 007 é um "galinha" por medo de sofer novamente. O processo de Cassino Royale não é muito diferente (isso se depreende do trailer em dois minutos). O que muda é a intensidade. A cena do salvamento pós-veneno tem um significado maior do que o simples clichê do desfibrilador, típico de situação médica. É um simbolismo emocional, de tocar o coração mesmo.
Há muita coisa no vigésimo-primeiro 007 que permanece inalterada em relação aos anteriores. As reviravoltas são inverossímeis como sempre. A intriga central continua sem fazer o menor sentido. Mas a questão aqui - isso parece frase escrita por Haggis - não é procurar respostas, mas fazer as perguntas certas. E a pergunta é: depois da sessão temos alguma noção de quem é Bond, podemos nos identificar minimamente com a sua situação, o seu drama? Sim. Agora sabemos, ao menos, o que levou o agente secreto a se tornar um bloco de frivolidade.

Retirado do Site: http://www.speculum.art.br
Autor: Marcelo Hessel


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